Juros Minimo Favorece Financiamento Imobiliario Na Pandemia

Juros mínimo favorece financiamento imobiliário na pandemia

Vivemos um momento desafiador com a crise causada pelo coronavírus, mas foi em meio às dificuldades que os financiamentos imobiliários apresentaram mudanças animadoras para quem tem o sonho de conquistar a casa própria. Os juros das linhas de crédito imobiliário caíram e fazem com que o investimento imobiliário seja o mais seguro e acessível do mercado.

Para entender como ficam as taxas de juros, as vantagens do financiamento imobiliário no cenário atual e descobrir outras medidas que podem te ajudar a comprar um imóvel é só continuar a leitura deste post!

Taxa de juros atinge patamar histórico!

Em meio a crise trazida pela pandemia do coronavírus, uma notícia boa chegou para quem deseja conquistar a casa própria: os juros do crédito imobiliário apresentam a menor taxa entre os tipos de empréstimo e registram uma queda de cinco pontos percentuais em quatro anos. 

O cenário é muito positivo para o mercado imobiliário, prova disso é o fato de que as concessões registraram uma alta de 29% neste primeiro semestre de 2020. Um levantamento do portal Credihome mostrou que a redução da taxa de juros representa um alívio de 31% no peso do financiamento.

Entenda a redução dos juros

O índice diz respeito aos juros médios do SFH (Sistema Financeiro Habitacional), que caiu de 12% para 7% ao ano. Segundo dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), essa redução fez crescer o número de famílias com capacidade para contratar o financiamento imobiliário.

A pesquisa mostrou que mais de 4 milhões de famílias passam a preencher o requisito de comprometimento máximo da renda mensal para a contratação – hoje, para assumir o crédito imobiliário se pode comprometer até 30% do rendimento. 

Para entendermos melhor, vamos usar a simulação do Credihome para exemplificar a diferença: em 2016 era necessário ter uma renda mensal de R$16,8 mil para financiar 80% de um imóvel no valor de R$500 mil. Com a redução dos juros, a renda necessária cai para R$11,5 mil no mesmo cenário, além disso as prestações também ficam menores, passando de R$5 mil para R$3,5 mil. 

Afinal, 2020 é um bom ano para comprar imóveis?

Até aqui já deu para perceber algumas vantagens de comprar imóveis em 2020, certo? Mas o cenário positivo para o mercado imobiliário vai muito além da redução nas taxas de juros: o ano já começou com o aquecimento do setor – consequência da redução da taxa Selic dentre outros fatores – depois os impactos da pandemia foram sentidos, assim como em vários outros segmentos, mas agora se mostra uma das melhores opções de investimento.

Com a crise do coronavírus, os financiamentos imobiliários tornaram-se excelentes ferramentas para a conquista da casa própria. Bancos anunciaram condições especiais de pagamento, linhas de crédito emergenciais e liberação de recursos financeiros para amenizar os efeitos da pandemia. 

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, anunciou uma liberação de mais de R$43 milhões para incentivar a contratação de crédito imobiliário e também auxiliar as incorporadoras, buscando assim manter o mercado aquecido. 

Outras medidas que facilitam a compra da casa própria

Antes mesmo da redução no índice das taxas de juros, as instituições financeiras já disponibilizavam meios para facilitar o acesso ao financiamento imobiliário e reduzir os impactos financeiros da pandemia do COVID-19. Para quem tem o sonho da casa própria, essas medidas podem ser o empurrãozinho que faltava para a aquisição do imóvel.

Por isso, listamos aqui as principais ações anunciadas e que podem te ajudar nesta compra. Conheça cada uma delas e entenda as vantagens:

1. Novas linhas de crédito

A Selic pode ser entendida como a taxa básica de juros da economia. Esse valor representa como os juros são cobrados no país e serve como uma referência para diversas medidas e decisões.
Em Agosto de 2020 o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu cortar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. A decisão –já esperada pelo mercado– levou o percentual de 2,25% para 2% ao ano –o mais baixo da história. Vários bancos anunciaram novas linhas de crédito com condições mais atrativas, conheça algumas delas: 

  • Juros fixos: em abril, a Caixa anunciou uma linha de crédito com taxa de juros fixa. Isso significa que a taxa não sofre alterações ao longo do financiamento e se mantém a mesma do início ao fim do pagamento, evitando surpresas pelo caminho. Antes disso o banco só oferecia linhas de financiamento com juros regulados pela TR (Taxa Referencial) ou pela inflação, ou seja, poderiam variar a qualquer momento conforme os ajustes de cada agente regulamentador.
  • Juros reduzidos: no início do ano, a Caixa também apresentou uma redução na taxa de juros para linhas de crédito imobiliário com correção baseada na TR. A taxa que antes era de 6,75% ao ano caiu para 6,5% + TR.
  • Inclusão do ITBI + custos de cartório: essa novidade foi anunciada após o início da pandemia no Brasil, nos primeiros dias de julho, e traz uma nova linha de crédito imobiliário que inclui os gastos com ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis) e as despesas cartorárias no financiamento. 

A linha é válida para imóveis avaliados em até R$1,5 milhão financiados com recursos do FGTS ou do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Para a primeira operação os custos devem ser de até 5% sobre o valor financiado para inclusão das despesas, já para as operações no SBPE o limite é de 4%. 

2. Portabilidade de crédito

Outra opção divulgada neste ano foi a portabilidade para crédito imobiliário, que permite a transferência de contrato entre sistemas de financiamento: quem tem  um financiamento imobiliário pelo SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário) pode migrar para o sistema SFH (Sistema Financeiro da Habitação). As principais vantagens nessa nova modalidade, válida desde abril, são a possibilidade de negociação para conseguir condições mais atrativas e a diferença entre as taxas de juros – menores no sistema SFH. 

3. Pausa nas parcelas do financiamento

A possibilidade de pausar as parcelas do financiamento imobiliário foi uma medida tomada pelos bancos como após a pandemia, como forma de garantir um alívio financeiro aos contratantes. 

Instituições como o Bradesco, a Caixa, o Itaú e o Santander passaram a permitir o congelamento das parcelas por até quatro meses. Esses valores serão pagos ao final do financiamento e não serão cobrados juros ou valores adicionais sobre eles. 

Não há dúvida de que o momento traz muitos benefícios para quem deseja investir em imóveis. Mesmo em tempos difíceis, conseguimos enxergar ainda mais a importância de ter um lugar para chamar de lar e agora você sabe que pode conquistar esse sonho a partir de diversas ferramentas facilitadoras. 

A previsão é de que os juros reduzam ainda mais, mesmo após a pandemia, por isso vale a pena se planejar e investir no sonho da casa própria. Não deixe de conferir dicas exclusivas sobre como economizar para comprar um imóvel e todos os passos para conseguir um financiamento aqui no blog da Cataguá


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