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Crescimento do setor da construção civil favorece compra de imóveis

O setor de construção civil vem demonstrando ótimos índices de crescimento, o que aquece o mercado imobiliário e torna a compra de imóveis muito mais vantajosa. Isso significa que o cenário não poderia estar mais favorável para finalmente transformar o sonho da casa própria em realidade!
Taxa de juros mais baixas, registrando patamares históricos, novas linhas de financiamento imobiliário e condições de pagamento facilitadas são apenas alguns dos vários fatores que fazem deste o momento ideal para a compra de imóveis.
Quer entender melhor tudo o que está acontecendo? Então vem com a gente saber como está o setor da construção civil, como isso impacta na venda de imóveis e, principalmente, como isso vai te ajudar a conquistar o seu novo lar!

Cenário positivo no setor da construção civil

As expectativas para o setor da construção civil em 2021 já eram positivas, mas agora ultrapassaram as previsões e registraram um semestre acima da média histórica. Segundo a Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o ramo vem registrando nível de atividade superior ao patamar histórico por três meses consecutivos, tendo apresentado 51 pontos em junho, melhor nível desde setembro de 2020.
Para se ter uma ideia, o PIB (Produto Interno Bruto) do país, que vem apresentando sinais de recuperação, registrou um aumento de 1,2% nos primeiros meses de 2021 – um grande passo após sofrer com uma queda de 4,1% em 2020. O setor da construção civil ultrapassou essa média nacional.
Segundo dados da Cbic, o setor teve alta de 2,1% em relação ao último trimestre do ano passado. A partir dessas análises, a entidade revisou as previsões de crescimento e divulgou novos índices para o setor da construção: agora, a expectativa é de que o PIB da construção civil brasileira chegue a 4%. A previsão de crescimento divulgada antes disso, em abril, era de apenas 2,5%.

Como isso facilita a compra de imóveis?

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção apontou diversos fatores que levam a este cenário positivo, sendo a crescente demanda um dos principais. Este aumento na demanda é uma consequência da pandemia, que por sua vez alterou as prioridades de muitos brasileiros.
Ao passar mais tempo dentro de casa, as pessoas têm buscado cada vez mais conforto, segurança, mais espaço e uma infraestrutura mais completa e funcional. Com isso, a procura por novas moradias cresceu.
Uma coisa impulsiona a outra: enquanto as pessoas procuram por moradias mais completas e confortáveis, o mercado aquece e, para atender a demanda, constrói mais imóveis e oferece preços atrativos com condições de pagamento mais vantajosas. Assim, o interesse do público cresce e o ciclo continua.
Prova desse movimento é o crescimento de 27,1% na venda de imóveis, se comparado ao primeiro trimestre de 2020, apontado pela Cbic. Neste contexto, a compra de um imóvel se torna um investimento extremamente vantajoso e pode ser uma grande oportunidade para quem deseja conquistar a casa própria.
Além do aumento na busca por imóveis, vale a pena entendermos outros pontos que contribuem para essa movimentação do mercado imobiliário e geram previsões cada vez mais positivas para o setor da construção civil. Medidas criadas ao longo da pandemia com o objetivo de impulsionar a economia, ações para facilitar a aquisição e queda nos juros são alguns deles.
Vamos entender melhor estes e outros pontos:

1. Taxas de juros reduzidas

A Selic, taxa de juros básica do Brasil, vem registrando índices históricos e é a grande responsável por manter os juros dos financiamentos mais baixos. Controlada pelo Banco Central, a Selic é calculada a cada 45 dias pelo Copom (Comitê de Política Monetária), que considera vários indicadores financeiros para definir se a taxa mantém o índice ou se haverá alterações.
A última alteração feita pelo Copom foi em agosto, quando a taxa passou a ser de 5,25% ao ano. O aumento é uma forma de controlar a inflação, impedindo que ela fique muito alta.
Mesmo com o aumento da taxa, os índices ainda são muito positivos e os juros praticados pelos bancos nos financiamentos seguem atrativos, muito diferente de anos anteriores. É previsto que a Selic suba nos próximos meses, então o conselho é não perder tempo e correr para garantir o seu imóvel e garantir a baixa taxa de juros. Em 2017, por exemplo, as taxas de juros em linhas de crédito imobiliário ficavam no patamar de 11% ao ano, enquanto hoje é possível encontrar modalidades com taxas a partir de 3,35% ao ano, além de uma variedade bem maior de linhas de financiamento com ótimas condições de pagamento.
Todos esses fatores contribuíram para o crescimento do financiamento imobiliário em 2020 e trouxeram previsões muito positivas para o mercado. Dados da Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Créditos Imobiliários e Poupança) mostraram uma projeção de crescimento de 27% em 2021 com relação ao ano anterior.

2. Novas linhas de financiamento imobiliário

As condições favoráveis geradas pelos patamares históricos de juros, somadas ao cenário de pandemia, impulsionaram a criação de novas linhas de crédito imobiliário, que por sua vez fizeram a contratação de financiamento crescer e até mesmo bater recordes.
Para se ter uma ideia, a compra de imóveis por meio de financiamento imobiliário chegou a R$124 bilhões em 2020. Este é o índice mais alto da série histórica, que teve início em 1994.
Além da redução geral nos juros, confira as linhas mais recentes criadas pelos bancos:

  • Financiamento imobiliário atrelado à poupança: uma das principais linhas lançadas pelos bancos em períodos mais recentes foi a de financiamento atrelado à poupança. Nesta modalidade, as instituições definem uma taxa fixa + alteração de acordo com o índice da poupança, que tem rendimento baseado na Selic.
    A Caixa Econômica Federal, por exemplo, oferece atualmente taxas de juros a partir de 3,35% ao ano + TR + rendimento da poupança. Já o Itaú apresenta taxa mínima de 3,45% ao ano + rendimento da poupança.
    Vale lembrar que o rendimento da poupança funciona assim: quando a Selic é igual ou menor a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic. Já quando a taxa ultrapassa 8,5% ao ano, o cálculo passa a ser de 0,5% ao mês (totalizando 6,17% ao ano). Existe também um teto limite para a taxa de juros do financiamento, que pode chegar a, no máximo, 10,16% ao ano.
  • Financiamento Caixa com taxa pré-fixada: ao contrário da linha atrelada à poupança, o financiamento imobiliário com taxa pré-fixada não é alterado por nenhum índice. Criada em 2020, essa linha de crédito conta com taxas de juros a partir de 8,25% ao ano e possibilidade de financiar até 80% do imóvel.
    Além das novas linhas de financiamento imobiliário, as instituições financeiras também adotaram medidas com o objetivo de facilitar o pagamento do crédito para quem sofreu com os impactos financeiros trazidos pela COVID-19. Possibilidade de pausar as parcelas e até mesmo de optar por uma redução temporária do valor das prestações foram algumas das ações.

3. Programa Casa Verde e Amarela

Outro grande destaque no setor imobiliário durante a pandemia foi a substituição do programa Minha Casa Minha Vida pelo Casa Verde e Amarela, uma nova versão do programa habitacional do governo com alterações que visam trazer condições ainda mais favoráveis para as famílias brasileiras que desejam conquistar a casa própria.
Destinado a famílias com renda mensal de até R$7 mil, o programa trouxe uma nova divisão de grupos para definir as condições de pagamento e também redução nas taxas de juros. Veja como ficou:

  • Grupo 1: atende famílias com renda mensal de até R$2 mil e tem taxas de juros que vão de 4,5% a 5,25% ao ano. Para moradores das regiões Norte e Nordeste, as taxas variam entre 4,25% e 5% ao ano.
  • Grupo 2: atende famílias com renda mensal de até R$4 mil e tem taxas de juros que vão de 5% a 7% ao ano. Para moradores das regiões Norte e Nordeste, as taxas variam entre 4,75% e 7% ao ano.
  • Grupo 3: atende famílias com renda mensal de até R$7 mil e tem taxas de juros que vão de 7,66% a 8,16% ao ano, válidas para todas as regiões do país.
    O programa segue oferecendo subsídio para facilitar na compra do imóvel, mas vale ressaltar que o benefício depende do perfil de cada mutuário. Além disso, o prazo para pagar o financiamento pode chegar a 30 anos.

4. Home office

Outro grande fator que alimentou a busca por novos imóveis foi o crescimento do home office dentro da estrutura organizacional de muitas empresas. O sistema chegou como uma maneira de se adaptar ao isolamento social imposto pela pandemia de COVID-19 e a tendência é que muitas companhias continuem com o trabalho remoto mesmo após a pandemia.
Com essa nova estruturação do trabalho, muitas pessoas precisaram adaptar um local em casa para conseguir realizar suas atividades com conforto, foco e tranquilidade. Isso despertou a busca por imóveis com mais espaço, funcionalidade e infraestrutura adequada para trazer o escritório para dentro de casa de maneira eficiente.

Se você também tem o sonho de conquistar a casa própria, este é o momento ideal para transformá-lo em realidade! Aproveite para conferir outros conteúdos aqui no blog da Cataguá com dicas exclusivas que vão te ajudar no processo de compra.


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