Acima de tudo, um dos principais responsáveis pelo adiamento da compra da casa própria é a condição financeira. Neste sentido, os financiamentos imobiliários podem ser grandes aliados e te ajudar nessa conquista, principalmente aqueles com boas taxas de juros.
As taxas variam de banco para banco, por isso é importante avaliar os índices de cada uma para encontrar as melhores condições para você. Quer saber como fazer isso? Então confira nossas dicas neste post!
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Como descobrir a melhor taxa de financiamento imobiliário?
Encontrar a melhor taxa e as melhores condições de pagamento de acordo com a sua possibilidade financeira é o primeiro passo para comprar um imóvel sem ter dor de cabeça depois. Para isso, é importante definir o orçamento e entender quanto você pode gastar com as parcelas.
Uma vez definido estes limites, é hora de pesquisar muito: procure na internet, pergunte para os amigos e vá até os bancos para tirar as suas dúvidas. Essa dedicação inicial é fundamental para encontrar as melhores opções pra você, por isso visite quantos bancos forem necessários para fazer todas as comparações e não sair no prejuízo.
Existem muitas variações de taxas de juros e de linhas de crédito imobiliário, cada uma delas têm suas especificações com relação ao limite de financiamento, prazo para pagamento, taxas e opções que facilitam a aquisição do imóvel. Por isso a pesquisa é tão importante.
Como as taxas são definidas?
Para entender melhor essa variação de taxas é importante saber que cada linha de crédito têm bases de correção diferentes. Grande parte é corrigida pela inflação e pela TR (Taxa Referencial), mas muitas linhas novas foram lançadas para facilitar e oferecer mais opções aos compradores.
Um exemplo é a taxa de juros fixa anunciada pela Caixa Econômica Federal, que não sofre alterações até o final do seu financiamento. O banco também reduziu a taxa de crédito imobiliário recentemente, acrescentando mais uma vantagem aos financiamentos.
Qual banco oferece a menor taxa de financiamento imobiliário em 2025?
Atualmente, a Caixa Econômica Federal é o banco que oferece a menor taxa de financiamento imobiliáro em 2025. Abaixo, veja a tabela e confira os outros bancos:
- Bradesco: a partir de 11,90% a.a. + TR
- Itaú: a partir de 13,69% a.a. + TR
- Santander: a partir de 11,99% a.a. + TR
- Caixa Econômica Federal: a partir de 11,29% a.a. + TR
- Banco do Brasil: a partir de 12,0% a.a. + TR
Fonte: Levantamento junto aos bancos – atualizada em março de 2025
Qual taxa é menor: TR ou IPCA?
No Brasil, a Taxa Referencial (TR) é geralmente menor do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A Taxa Referencial (TR) é uma taxa de juros utilizada para remunerar investimentos e financiamentos no Brasil, mas ela tem sido muito baixa e próxima de zero nos últimos anos. Ela é definida pelo Banco Central do Brasil e costuma ser menor que a taxa de inflação.
Por outro lado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por sua vez, é um índice oficial de inflação utilizado para medir a variação média dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Ele é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa o indicador oficial de inflação do país.
O que mais analisar na hora de escolher o financiamento imobiliário?
Além de considerar as taxas de juros, existem outros fatores que devem ser colocados na balança no momento de decidir qual instituição financeira oferece a melhor oportunidade de crédito imobiliário para você. Foi pensando nisso que decidimos desenvolver uma lista com elementos a serem analisados antes da tomada de decisão.
Saiba o que você deve considerar na sua busca pelo financiamento imobiliário ideal:
1. Considere suas condições financeiras
O primeiro passo é entender as suas condições financeiras: coloque tudo na ponta do lápis para saber qual o orçamento disponível para investir no seu imóvel e pagar as parcelas do financiamento sem acabar se endividando. Saiba quanto você ganha, quanto gasta mensalmente e quais custos podem ser cortados para reorganizar a distribuição do seu dinheiro, destinando uma quantia maior para compra do imóvel quando possível.
É importante ser realista nesse momento, buscar opções que atendam às suas necessidades dentro da sua possibilidade financeira. Lembre-se de fazer um bom planejamento financeiro e manter o foco, assim você consegue realizar o sonho da casa própria com muito mais tranquilidade.
2. Verifique o valor de entrada e das parcelas
Uma vez definido o seu orçamento é preciso conhecer os gastos referentes ao financiamento em si. Além das parcelas será preciso pagar um valor de entrada, que normalmente corresponde a 20% do valor total do imóvel.
Esse valor pode ser financiado também ou ser pago por outros meios, como o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O FGTS também pode ser utilizado para amortizar parcelas ou até mesmo quitar o financiamento.
Considere todos esses custos, faça simulações em diversas instituições financeiras e verifique se as parcelas não vão pesar no final do mês Ah, vale lembrar que o valor das parcelas não pode ultrapassar 30% do total da renda mensal comprovada por você.
3. Análise o prazo para pagamento
O prazo para quitar o seu financiamento pode variar de um banco para outro, por isso é preciso ficar atento. As simulações são essenciais para encontrar a melhor opção: muitas vezes optar por um prazo mais curto pode ser vantajoso, mas lembre-se de respeitar os seus limites financeiros sempre.
Estar ciente dessas condições e manter a organização financeira é essencial para garantir o pagamento das parcelas dentro do prazo pré-estabelecido e evitar a cobrança de juros.
4. Considere o Custo Efetivo Total
Se você está se perguntando o que é Custo Efetivo Total, não se preocupe: vamos explicar tudo para você agora. Acontece que, ao calcular o valor total a ser investido no financiamento, você deve considerar outros pontos além das taxas de juros.
Isso é necessário para que você possa encontrar a linha de crédito ideal para a sua realidade, já que nem sempre a menor taxa de juros será a melhor opção. É aí que entra o Custo Efetivo Total: ele considera não só os juros, mas também outras taxas cobradas pelos bancos, como o seguro.
Coloque tudo na ponta do lápis para descobrir o valor total de cada financiamento imobiliário oferecido no mercado e encontre a melhor opção para o seu bolso, sempre considerando todos os requisitos dessa lista.
Conclusão
Ah, e aqui no blog da Cataguá você encontra outras dicas especiais para te ajudar a realizar esse sonho e ter um cantinho para chamar de seu.