A princípio, muitas pessoas têm dúvidas sobre termos comuns no mercado imobiliário, especialmente quando o assunto é entender a diferença entre “condomínio” e “residencial”. Dessa forma, esses conceitos são frequentemente usados, por vezes de forma intercambiável, podendo mesmo gerar confusão entre compradores e moradores.
Sendo assim, preparamos este artigo para esclarecer esses termos e as principais diferenças entre eles. Vamos lá? Confira a seguir!
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O que é um condomínio?
Antes de mais nada, um condomínio refere-se a um conjunto de unidades habitacionais (casas ou apartamentos) que compartilham áreas comuns. As áreas comuns podem incluir espaços como piscinas, salões de festa, áreas verdes, quadras esportivas, academia, playground, estacionamentos, entre outras estruturas de lazer e convivência.
Existem dois tipos principais de condomínios:
- Condomínio horizontal: normalmente formado por casas térreas ou sobrados, onde as unidades estão dispostas horizontalmente, com vias internas que conectam as moradias.
- Condomínio vertical: geralmente prédios ou torres com apartamentos, nos quais as unidades habitacionais estão organizadas verticalmente.
Em ambos os casos, existe a obrigatoriedade de seguir um regulamento interno, conhecido como Regimento Interno, que estabelece as normas de convivência, segurança, manutenção e utilização das áreas comuns. Desse modo, a administração desses espaços é feita por um síndico, eleito pelos moradores, que gerencia o condomínio com o apoio de um conselho consultivo.
O que é um residencial?
O termo “residencial” é mais amplo e genérico. Geralmente refere-se a áreas ou empreendimentos que são exclusivamente destinados à moradia, podendo ou não ter áreas comuns compartilhadas.
Os residenciais podem ser:
- Residenciais abertos: são bairros ou loteamentos comuns, em que não há controle rígido de acesso, nem a existência obrigatória de áreas comuns ou infraestrutura específica além das vias públicas. Normalmente não há taxas administrativas regulares.
- Residenciais fechados: são semelhantes aos condomínios, já que possuem controle de acesso e normalmente têm áreas comuns, porém, em alguns casos, apresentam menos estruturas compartilhadas ou normas menos rígidas que um condomínio tradicional.
Principais diferenças entre condomínio e residencial
Gestão e administração
- Condomínio: a administração é centralizada, com síndico e conselho fiscal. Todos os moradores pagam uma taxa mensal fixa que cobre custos de manutenção, melhorias e segurança.
- Residencial: a administração pode ser inexistente ou menos formalizada em bairros abertos. Em residenciais fechados, pode existir uma administração mais simples ou limitada, dependendo das estruturas oferecidas.
Infraestrutura
- Condomínio: normalmente possui áreas de lazer e convivência bem estruturadas e compartilhadas, sendo projetadas especificamente para esse fim.
- Residencial: pode ter áreas comuns menos estruturadas ou inexistentes, dependendo do tipo (aberto ou fechado).
Segurança
- Condomínio: geralmente tem controle rigoroso de acesso, sistemas de segurança eletrônicos, portaria física ou virtual.
- Residencial: a segurança varia muito, podendo não ter controle de acesso em bairros abertos, ou ser mais básica em residenciais fechados.
Custo Mensal
- Condomínio: exige o pagamento mensal obrigatório (taxa condominial) para manutenção das áreas comuns e serviços gerais.
- Residencial: em áreas abertas não há taxas fixas mensais, enquanto em residenciais fechados podem existir taxas menores e variáveis.
Conclusão
Escolher entre condomínio e residencial dependerá diretamente do seu estilo de vida, preferências pessoais e necessidades específicas. Se você valoriza segurança rigorosa, infraestrutura completa e gestão organizada, um condomínio provavelmente será mais adequado. Por outro lado, se deseja menos regras e maior liberdade com relação às taxas e convivência comunitária, um residencial aberto ou fechado pode ser a melhor opção.
Com essas informações claras, você pode avaliar qual modelo habitacional atende melhor aos seus objetivos e estilo de vida, facilitando a decisão sobre sua futura moradia.